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MV Agusta Brutale 1090 RR é testada
26/03/2010
O que é belo nunca foi questionado. Ainda mais depois do lançamento da nova versão da Brutale. As linhas clássicas da moto da MV Agusta foram respeitadas, a fim de não cometer nenhum sacrilégio. Mas o seu conteúdo foi alterado. Mesmo assim, a expectativa é sempre alta. O motor produz 144 cv a 10.600 rpm e oferece 11,7 kgfm de torque a 8 mil rpm, mas segundo os técnicos, a resposta da moto ficou mais regular para assegurar que a Brutale possa ser conduzida sem qualquer receio, até mesmo por pilotos sem experiência.
A elevada qualidade do sistema de freios Brembo, composto por discos de 310 mm, por questões de leveza e estética, se encaixa perfeitamente nessa naked. O duplo mapeamento do motor existe para limitar a potencia em caso de baixa aderência. O controle de tração regulável em oito posições completa a oferta deste desse pacote de alta tecnologia.
Impressões ao dirigir
Na Brutale, a posição de condução é projetada para fazer a moto e piloto se tornarem uma coisa só, independente do tamanho de quem está guiando. Quando aparece a luz verde no semáforo, se a aceleração não for controlada, a Brutale se levanta e mostra o cárter, como se tivesse orgulho de sua barriga definida e musculosa. A condução no trânsito é muito simples se o condutor tiver duas pequenas regras em mente: ela é ágil e rápida para mudar de direção, de fato, cabe em espaços apertados, mas tem o motor de uma superesportiva, sempre pronto para despejar potencia a partir de baixas rotações.
Portanto, deve se tratar o acelerador com uma certa doçura, porque mesmo que a MV finja ter amolecido, isso não significa que tenha sido domada. Na verdade, ela continua a ser uma criatura selvagem que não espera nada para ser lançada em velocidade máxima. Aguarda apenas que se permita isso.
A segunda regra é atuar sobre a alavanca do freio dianteiro com uma boa dose de delicadeza. Isso porque as pinças de freio atuam de maneira forte e rápida, garantindo uma boa frenagem, mas infelizmente travam a roda, o que em termos de aderência não é perfeito. O freio traseiro, pelo contrário, pode ser usado com confiança e conseguir travar a roda traseira não é fácil.
O passageiro, que pode se sentir inicialmente cético sobre a posição que ele deve se posicionar, de repente se sente muito confortável. A carenagem faz o seu trabalho de forma muito eficaz para uma naked, ajudando a desviar o ar.
Ao deixar a rodovia é que começa o divertimento. Encarando um caminho com muitas curvas e transito livre, nem passageiro tem medo. Tudo graças à estabilidade da Brutale nas curvas e a ausência de solavancos ou sustos.
A impressão é que a Brutale realmente pretende ser usada o tempo todo, inclusive em viagens de longo curso, uma vez que estão disponíveis porta bagagens como opcional. Certamente não é uma alternativa para as scooters como transporte na cidade e além disso, é muito cara, tanto para uso na cidade, sozinho ou em dupla. Mais dócil? Sem dúvida que sim. Mas cuidado: é sempre brutal!
por Carlo Valente e Ivana Cenci
do InfoMotori/Itália
especial para MotorDream




