Audi mostra compacto A1 esperando ter lançado um hit
04/03/2010
Após meses de expectativa, aperitivos (ou teasers, como prefere a indústria do entretenimento) e expeculações, o espetáculo finalmente começou. Lotando a arena, o público jovem claramente ansioso finalmente explodiu aos primeiros acordes de "The Next Big Thing", carro-chefe da banda sueca Torpedo. Logo em seguida, foi a vez do showman americano Justin Timberlake, do alto de seu 1,81 m, entrar em cena. Calma, você não está na estação UOL Música, nem este é um relato de uma apresentação de rock. Estamos, sim, falando da apresentação do novo compacto da Audi, o A1, no Salão de Genebra.
Mas toda a firula musical não foi à toa e serviu para bombar o interesse sobre este novo pequeno "grande negócio" da marca alemã. Tratado como futura estrela da montadora, este compacto premium (3,95 m de comprimento, 1,74 m de largura e 1,42 m de altura), mais ou menos o tamanho de um Volkswagen Gol), mais do que brigar com carros de estilo como Mini Cooper e Citroën DS3, chega para tentar cantar de galo num segmento que deve ser o próximo filão da indústria, ao menos no Velho Continente -- o de carros de performance (seja real, apenas visual ou, preferencialmente, as duas) que ocupam pouco espaço nas garagens, nas ruas e, ambientalmente falando, no mundo. Outras grandes montadoras também devem dar suas cartadas no segmento em breve.
A Audi tratou de descortinar primeiro o Audi A1 e-tron, versão conceitual elétrica do novo modelo, prometendo alcance de 50 km com zero de emissão por meio da bateria com carga para 12 horas, e de outros 200 km com um mecanismo Wenkel (que tranforma rotações do eixo em energia elétrica) instalado no porta-malas. Se mais autonomia for necessária, terá de vir apenas do motor a combustão de 104 cv.
Conceito à parte, o que todo mundo queria ver (e que foi sem dúvida, o lançamento mais disputado do salão) era mesmo o A1 comercial, com suas quatro motorizações 4-cilindros, sendo duas a gasolina (as outras são a diesel): um 1,2 litro de 87 cv e que abre mão da sobrealimentação para ter mais capacidade volumétrica (1.197 cm³) e câmbio mecânico de cinco marchas; e um 1,4 l TFSI
(este sim sobrealimentado com turbocompressor) de 124 cv e com opção do câmbio automático Steptronic de sete velocidades.
No visual, a frente segue o estilo de toda a família Audi, dando uma cara marrenta ao novo modelo. Mas o resto é novo: carroceria duas portas (apenas), traseira com forte inclinação e extenso uso de LEDs nos faróis e lanternas, que são imensas, como as do SUV Q5. Brilham também os LEDs quando o porta-malas é aberto, por meio de iluminadores substitutos. O grande problema pode ser o espaço interno. Timberlake pode ter dito que o carro é "um arraso", mas este repórter tem 1,80 m e o achou apertado à frente e claustrofóbico atrás.
O acabamento, porém, segue o padrão Audi, embora com alguns plásticos mais rígidos -- como nos A3 de base. Mas há toda a sopa de letrinhas eletrônica, além de um controle de temperatura no motor menor (para otimizar seu aquecimento, melhorando o consumo), controle do diferencial dianteiro e sistema start-stop, que desliga o motor em paradas mais longas. A Audi acredita que o A1 será um blockbuster e, ao preço inicial de 16 mil euros (cerca de R$ 40 mil), ainda aposta em pacotes de personalização para fazer dos motoristas verdadeiros fãs. A conferir -- até porque não resta muita dúvida de que esse carro virá ao Brasil em breve.
por EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
para Uol Carros
